quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

RIFIFI (Du Rififi Chez les Hommes), 1955


Vítima do Macarthismo, o diretor Jules Dassin imigrou para a França onde com pouco dinheiro realizou um filme que se tornou célebre por diversos motivos: chegou a ser proibido em alguns lugares por ser considerado uma aula prática de como cometer um roubo perfeito; sua canção-tema fez sucesso no mundo todo (no Brasil foi gravada por Nora Ney); e virou modelo de inúmeros filmes sobre o mesmo tema, ainda que tenha pontos em comum com “O Segredo das Jóias” que John Huston dirigiu em 1951. Quatro ladrões, liderados pelo ex-condenado Stephanois (Jean Servais) roubam uma joalheria em Paris mas a ação criminosa esbarra nas ramificações do submundo parisiense e uma série de mortes ocorre na disputa pelo produto das joias roubadas. Toda a sequência do roubo, que na tela dura 30 minutos, foi filmada sem diálogos e boa parte sem música incidental com Dassin mantendo o suspense e fazendo admiravelmente o espectador sentir a extenuação física do quarteto. Concretizado o golpe intensifica-se o suspense com o confronto entre Stephanois e outros bandidos, tensão que só termina com a palavra ‘Fim’ num filme que mostra sombriamente a ‘Cidade-Luz’. Jean Servais magnífico como o sofrido velho marginal e o exibicionista Jules Dassin interpreta um dos bandidos contrastando com a vigorosa atuação de Servais. Magali Noël dança e canta a canção ‘Rififi’ de Jacques LaRue. 9/10





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