segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A MORTE NUM BEIJO (Kiss me Deadly), 1955


Mickey Spillane é um dos dez autores que mais venderam livros em todos os tempos nos USA. Isto mesmo sendo considerado um escritor de histórias policiais de segunda categoria, incomparavelmente inferior a Dashiell Hammett e Raymond Chandler. O detetive particular Mike Hammer, principal personagem de muitos livros de Spillane é cínico, sádico, paranóico e era assim que agradava e até hoje agrada aos leitores. Mike Hammer, interpretado por Ralph Meeker, foi levado ao cinema por Robert Aldrich em 1955, em “A Morte num Beijo”, já nos estertores do filme noir e mesmo assim se tornou o mais influente filme do gênero. De Godard a Tarantino, muitos diretores copiaram a singularidade de “Kiss me Deadly”, não apenas influente como o mais brutal, assustador e inovador de todos os ‘noirs’. Desde as imagens iniciais com uma mulher descalça correndo desesperada em uma rodovia até o final apavorante, Aldrich exaspera o espectador através das muitas mortes e torturas chocantes, algumas destas infligidas pelo próprio detetive durão. Obviamente em preto e branco, filmado em grande parte nas ruas, tem, ao lado dos clássicos gângsters, agentes interessados em uma mala com material radiativo e ainda diversas mulheres fatais. “A Morte num Beijo” é um dos grandes clássicos da década e do gênero e uma atração à parte são os carros esporte que Mike Hammer utiliza (Jaguar, Corvette e um MG). 9/10.



2 comentários:

  1. Olá, Darci! Que coincidência, resolvi rever este filme uma semana após você publicar a resenha (sem eu saber). Um abraço!

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