segunda-feira, 19 de junho de 2017

A MUNDANA (A Foreign Affair), 1948


Billy Wilder foi um eterno provocador e raro filme seu que não desperte irritações a pequenos grupos ou até nações. Foi o que aconteceu com “A Mundana”, que desagradou alemães e mais ainda ao Exército norte-americano. Com roteiro de Wilder em parceria com Charles Brackett a história se passa em uma Berlim inteiramente destruída após a II Grande Guerra, onde chegam congressistas para observar o comportamento dos soldados que tomavam conta da área ocupada pelas tropas de ‘Tio Sam’. Mercado negro a todo vapor, frauleins se vendendo por barras de chocolate e um inusitado triângulo amoroso entre uma congressista, um tenente americano e uma cantora alemã formam farto material para a mordacidade de Wilder. “A Mundana” só não é melhor porque Jean Arthur é incapaz de se despir do seu tipo de moça séria numa situação próxima à de Ninotchka. E ainda porque John Lund é um ator com ilimitada capacidade de ser inexpressivo. Mas há a maravilhosa Marlene Dietrich e sua irresistível sensualidade quando olha, fala e dança e mais ainda quando canta três canções de Fredrich Hollaender, o mesmo que compôs as músicas que La Dietrich interpreta em “O Anjo Azul”. Hollaender aparece ao piano acompanhando Marlene no cabaré repleto de soldados. 8/10




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