quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

NUNCA AOS DOMINGOS (Pote kin Kyriaki), 1960


Nada indicava que aquele diretor chamado Jules Dassin, perseguido pelo macarthismo e que se exilara na Europa, faria uma das mais encantadoras comédias do cinema. Da filmografia de Dassin constava dramas e policiais sombrios mas seu sonho era dirigir a história que escrevera sobre uma cativante prostituta, algo que naqueles tempos era fora de cogitação. Casado com a atriz grega Melina Mercouri, ela era a meretriz perfeita que saciava a fome de amor de quase todos os homens do porto de Pireus, a qualquer hora de qualquer dia da semana, menos nos domingos. Esse dia Ilya reservava para assistir às tragédias gregas que para ela tinham sempre um final feliz, fosse “Édipo-Rei” ou “Medéia”. E a felicidade de Ilya era completada pelo prazer que proporcionava a sua numerosa clientela, até que um norte-americano que está em busca da ‘verdade da vida’ consegue entristecer a radiante Ilya. O tema de “Nunca aos Domingos” discute se a Filosofia, a moralidade e as artes em geral podem por si só tornar alguém feliz, concluindo que não. A música de Manos Hadjidakis é magnífica e a música-tema foi a primeira canção estrangeira a ser premiada com o Oscar. Dassin está maçante como o antipático turista que se mete na vida de Ilya, mas Tito Vandis (Jorgo) só brilha menos que a adorável, sedutora e maravilhosa Melina. 9/10




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